quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A IMPORTÂNCIA DA ILUMINAÇÃO NOS INTERIORES

O efeito da iluminação em nós [pode ser] semelhante ao de um dia cheio de sol ou ao de um dia triste e chuvoso.

Uma boa iluminação pode acentuar extraordinariamente a beleza de qualquer espaço e torná-lo confortável e cosy sem que se perceba porquê á primeira vista, assim como uma má iluminação consegue matar mesmo uma boa decoração, ser desconfortável e entristecer quem nele habita.

Para que possamos viver sempre em dias de sol, uma boa iluminação deve {pode?} ser pensada e estruturada da seguinte maneira:

1º Não deve ser distribuída de forma uniforme. {Aquilo} que se pretende não é que a luz seja igual em todo o espaço porque o tornará mortiço, sem energia própria é muito cansativo para quem lá se encontra (especialmente se for por muitas horas, e, como é o caso, na grande maioria dos escritórios e espaços públicos do nosso país)

2º Devemos pensar o espaço comparando-o á natureza, onde existe sempre sombra e sol, não ter medo das sombras. Iluminar bem os recantos ou peças que queremos realçar, para que ganhem vida própria, e deixar menos iluminados os recantos ou peças que merecem menos relevo, conseguindo assim um espaço vivo, dinâmico e agradável.

3º Ter em atenção que a iluminação a seleccionar não deve ser toda do mesmo tipo (toda de tecto, toda de mesa ou toda de uplights). A variedade de tipo de iluminação ajuda ao efeito natureza, á alegria do espaço e ao bem-estar.

4º Cor da iluminação
No caso de seleccionar candeeiros de mesa com abat-jours, escolher sempre abat-jours com cores que favoreçam a cor da pele e nunca cores esverdeadas, que conseguem dar a qualquer pessoa, mesmo acabada de chegar da praia, um ar de doente.

No caso da iluminação florescente, nunca deve ser escolhida a cor branca, tipo supermercado, pois terá o mesmo efeito doentio, mas sim a cor mais amarelada, mais parecida com a iluminação incandescente e com a luz do sol, que dará um ambiente mais natural, luminoso e agradável.

Quando for necessário substituir uma ou mais lâmpadas, (especialmente em escritórios e espaços públicos) ter o cuidado de o fazer pela mesma referência e cor das originais, para que não resulte, como infelizmente tantas vezes acontece, num espaço com iluminação de tecto de vários tons e intensidades.

5º A iluminação deve poder ser adequada a todos os tipos de ambiente que se pretende criar num mesmo espaço, para que se possa adaptá-la a cada ocasião. Deverá ser sempre instalado um reóstato nos comandos da iluminação do espaço a fim de regular a intensidade de luz pretendida para cada ocasião, rentabilizando assim ao máximo os efeitos cénicos que podemos criar e poupando energia. Para além de se poderem evitar, no caso de casas particulares, algumas reclamações dos maridos com o excesso de luzes acesas.

É evidente que fica muito por dizer sobre este assunto, mas já me daria por satisfeita se conseguisse contribuir para que haja mais dias de sol na sua vida.

Tereza Prego
(Designer de Interiores)www.terezaprego.com